sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sistema Nervoso

Sistema Nervoso

Permite ao corpo reagir a mudanças contínuas do ambiente interno e externo. Controla e integra as várias atividades do corpo.
Pode ser classificado estruturalmente (parte central e parte periférica) e funcionalmente (parte somática e parte autônoma).
O tecido nervoso consiste em dois tipos principais de células: neurônios (células nervosas) e neuroglia (células glia, que auxiliam os neurônios).
O neurônio é a unidade estrutural funcional do sistema nervoso, especializada para a comunicação rápida. É composto de um corpo celular e processos – dendritos (conduzem o impulso para o corpo da célula) e um axônio (conduzem o impulso para longe deste).
A mielina (lipídeos e proteína) forma uma bainha em torno de alguns axônios, aumentando muito a velocidade de condução do impulso.
Sinapses são pontos de contato entre neurônios.
A comunicação ocorre por meio de neurotransmissores (agentes químicos liberados por um neurônio, que pode excitar ou inibir um outro neurônio).
Células da neuroglia são mais abundantes que os neurônios. Elas são células não neuronais, não-excitáveis, que isolam e nutrem os neurônios.
Parte central do sistema nervoso é composto por oligodendróglia, astrócitos, células ependimárias e micróglia.
Parte periférica do sistema nervoso é composto por células satélites em torno dos neurônios nos gânglios espinais (gânglios da raiz dorsal) e neurolemócitos ou células de Schuann.

Gânglios são neurônios agrupados fora do SNC.
Arco reflexo é o estímulo que provoca a ação sem antes chegar ao cérebro. Não há consciência desta ação.

O sistema nervoso (SN) divide-se em central (SNC) e periférico (SNP).
O SNC é composto pelo encéfalo e medula.

O curare é capaz de bloquear a acetilcolina na placa motora.

Parte Central:
Composta por um encéfalo e medula espinal.
Tem a função de integrar e coordenar a entrada e a saída dos sinais neurais, executar funções mentais superiores como pensar e aprender.
Os corpos de células nervosas situam-se no seu interior e constituem a substância cinzenta. Os sistemas de tratos de fibras interconectadas formam a substância branca.
Na medula, a substância cinzenta aparece como uma área em forma de “H”, cercada por uma matriz de substância branca. Os braços do “H” são os cornos (anterior e posterior).
As meninges são constituídas por três lâminas membranáceas: a pia-máter, a aracnóide e a dura-máter.
O líquido cerebrospinal envolve e protege a parte central do SN. Está entre a aracnóide e a pia-máter.
Filamentos finos que formam uma teia que une a aracnóide e a pia-máter se estendem através do líquor. Externo à pia-máter e a aracnóide está a dura-máter, espessa, resistente, intimamente relacionada com o osso da face interna do neurocrânio.

Pia-máter: envolve o tecido nervoso.
Aracnóide: está entre a dura-máter e a pia-máter.
Dura-máter: está entre o osso e o tecido nervoso.
Entre a dura-máter e o osso existe o espaço peridural.
Entre a dura-máter e aracnóide há o espaço subdural.
Entre a aracnóide e a pia-máter há o espaço subaracnóideo (com líquor).

Na raquianestesia, aplica-se o anestésico dentro do espaço subaracnóideo.
A anestesia peridural aplica-se o anestésico no espaço peridural. O anestésico é em maior concentração do que aquele usado na raquianestesia, porque ele se difunde pelo tecido nervoso até chegar na inervação.
O risco da peridural é a anestesia ultrapassar a dura-máter e atingir o líquor, podendo causar parada respiratória.

A medula espinhal encontra-se no interior da coluna vertebral. É através dela que saem os nervos que inervarão o corpo, transmitindo informações do cérebro para a periferia.
Cada vértebra tem um nervo espinhal correspondente.
A estrutura da medula é dividida em cervical, torácica e lombar.
Na lombar e cervical existe uma intumescência, pois nessas regiões estão os nervos que saem para os membros (que são os mais inervados, por fazerem movimentos mais delicados).
A medula termina entre L1 e L2 (no cone medular).
A cauda eqüina é uma estrutura de nervos que fica abaixo da medula. Estão embebidas em líquor para proteção mecânica. É nesta região que se aplica a raquianestesia.
Metâmeros são territórios inervados por nervos espinhais, importantes de serem conhecidos para aplicação de anestesias.

Parte Periférica:
Consiste em fibras nervosas e corpos de células fora da parte central do sistema nervoso.
É composta de nervos que unem a parte central do sistema nervoso às estruturas periféricas. Um feixe de fibras nervosas (axônios) situados na parte periférica do sistema nervoso, unidos por uma bainha de tecido conectivo, é um nervo periférico, um forte cordão esbranquiçado. Uma coleção de corpos de células nervosas do lado de fora da parte central do sistema nervoso é um gânglio.
Os nervos periféricos são nervos cranianos ou espinais. Todos os nervos cranianos deixam a cavidade craniana através de forames. São 12 pares.
Os 31 pares de nervos espinais (cervicais, torácicos, lombares e coccígeos) originam-se da medula espinal e saem através dos forames intervertebrais da coluna vertebral.
Suas fibras aferentes ou sensitivas conduzem impulsos neurais para a parte central do sistema nervoso a partir dos órgãos dos sentidos especiais e dos receptores sensitivos situados nas várias partes do corpo.
Suas fibras eferentes ou motoras conduzem impulsos neurais provenientes da parte central do sistema nervoso para os órgãos executores (músculos e glândulas).

Os 31 pares de nervos que partem da medula se dividem em C8, T12, L5, S5 e Co1. Até chegarem aos membros, esses nervos se ligam aos plexos.
Existem 4 plexos:
Os que vão para os MMSS: Cervical (C1 a C5) e Braquial (C5 a T1).
Os que vão para os MMII: Lombar e Sacral.
Em lesões altas de coluna cervical, a pessoa pode morrer de parada respiratória, porque há o nervo que controla os movimentos do diafragma.

O membro superior é inervado pelo plexo braquial situado no pescoço e na axila, formado por ramos anteriores dos quatro nervos espinhais cervicais inferiores (C5,C6,C7,C8) e do primeiro torácico (T1). O plexo braquial tem localização lateral à coluna cervical e situa-se entre os músculos escalenos anterior e médio, posterior e lateralmente ao músculo esternocleidomastóideo.
O plexo passa posteriormente à clavícula e acompanha a artéria axilar sob o músculo peitoral maior.
O plexo braquial (C5 a T1) é formado pela união dos 4 nervos cervicais inferiores e o primeiro torácico.
O tronco superior é composto por C5 e C6.
O tronco médio por C7.
O tronco inferior é composto por C8 e T1.

Os troncos superior e médio formam o fascículo lateral à artéria axilar.
O tronco inferior forma o fascículo medial à artéria axilar.
Os 3 troncos formam o fascículo posterior à artéria axilar.

Os 5 principais nervos que inervam o membro superior são:
- os nervos axilar (inerva o músculo deltóide) e radial (inerva o dorso da mão e os 3 primeiros dedos), que saem dos fascículo posterior.
- o nervo musculocutâneo (inerva o músculo bíceps), que sai do fascículo lateral.
- o nervo mediano (inerva parte da palma da mão), que sai dos fascículos medial e lateral.
- o nervo ulnar (inerva os 2 últimos dedos), que sai do fascículo medial.

Síndrome da mão caída: lesão do nervo radial.
Síndrome do túnel do carpo (mão de parteira): lesão do nervo mediano.
O plexo lombar situa-se no interior da parte posterior do psoas maior, bem a frente dos processos transversos e das vértebras lombares. É formado pelo T12, L1, L2, L3 e L4.
- o nervo femoral (L2, L3 e L4) inerva o quadríceps.
- o nervo obturador (L2, L3 e L4) inerva os músculos adutores da coxa.

Os ramos ventrais dos nervos espinhais sacrais e coccígeos formam os plexos sacral e coccígeo.
Plexo sacral: L4, L5, S1, S2 e S3.

Marcha eqüina: é decorrente de lesão no nervo fibular comum. O paciente fica com o pé reto (pé em gota).
Pé eqüino: lesão no nervo tibial, causando paralisia nos músculos flexores da perna e dos músculos intrínsecos na planta do pé.
É comum dor no dorso do pé irradiada para 1º e 2º dedos em pacientes que usam botas de esquiar (apertadas) devido a lesão no nervo fibular profundo.

Uma fibra nervosa periférica consiste em: um axônio, uma bainha de neurilema e uma bainha de tecido conectivo endoneural.

A bainha de neurilema pode ter duas formas, criando duas classes de fibras:
- fibras nervosas mielinizadas possuem uma bainha de neurilema que consiste em uma série contínua de neurolemócitos que envolvem um axônio individual e formam mielina.
- fibras nervosas amielínicas são engolfadas em grupos por uma única célula de neurilema que não produz mielina.

Os nervos periféricos são fortes e elásticos porque as fibras nervosas são apoiadas e protegidas por 3 revestimentos de tecido conectivo:
- Endoneuro: circunda as células de neurilema e axônios.
- Perineuro: inclui um feixe (ou fascículo) de fibras nervosas periféricas, fornecendo uma barreira eficiente contra a penetração das fibras nervosas por substâncias estranhas.
- Epineuro: bainha espessa de tecido conectivo frouxo que circunda e envolve os fascículos nervosos, formando o revestimento mais externo do nervo; inclui tecidos gordurosos, vasos sangüíneos e linfáticos.

Um nervo espinal típico origina-se da medula espinal por meio de radículas, que convergem para formar duas raízes nervosas.
A raiz anterior contém fibras motoras provenientes dos corpos das células nervosas do corno anterior da medula espinal.
A raiz posterior transporta fibras sensitivas para o corno posterior da medula espinal.

As raízes nervosas posterior e anterior se unem para formarem um nervo espinal misto que imediatamente se divide em dois ramos: um ramo primário posterior e um ramo primário anterior. Como os ramos do nervo espinal misto, os ramos posterior e anterior conduzem tanto o nervo motor quanto o nervo sensitivo, assim como fazem todos os seus ramos subseqüentes.
Os ramos posteriores enviam fibras nervosas para as articulações sinoviais, músculos profundos do dorso e para a pele suprajacente.
Os ramos anteriores enviam fibras nervosas para a grande área restante, que consiste em regiões anterior e lateral do tronco, membros superiores e membros inferiores.

Os componentes do nervo espinal típico incluem:
A - Fibras somáticas:
- Fibras sensitivas gerais (aferentes somáticas gerais) transmitem sensações provenientes do corpo para a medula espinal; podem ser sensações exteroceptivas (dor, temperatura, tato e pressão) da pele, ou dor e sensações proprioceptivas provenientes dos músculos, tendões e articulações. Sensações proprioceptivas são sensações inconscientes que conduzem informação sobre a posição da articulação e a tensão do tendão e músculos, fornecendo informações de como o corpo e os membros estão orientados no espaço.
- Fibras motoras somáticas (eferentes somáticas gerais) transmitem impulsos (voluntários) para os músculos esqueléticos.
B - Fibras sensitivas e motoras viscerais:
- Fibras sensitivas viscerais (aferentes viscerais gerais) transmitem sensações de reflexo e dor provenientes das túnicas mucosas, glândulas e vasos sangüíneos.
- Fibras motoras viscerais (eferentes viscerais gerais) transmitem impulsos involuntários para os músculos lisos e tecidos glandulares.
C – Revestimento de tecido conectivo.
D – Vasa nervorum (vaso de nervos).

Parte Somática do Sistema Nervoso:
Compostas da parte central e periférica, fornece inervação sensitiva e motora para todas as partes do corpo, exceto para as vísceras, músculo liso e glândulas. O sistema sensitivo somático transmite sensações de tato, dor, temperatura e posição, provenientes dos receptores sensitivos.
O sistema motor somático permite movimento voluntário e reflexo que causa contração dos músculos esqueléticos, como ocorre quando uma pessoa toca um ferro quente.

Parte Autônoma do Sistema Nervoso:
O sistema motor visceral consiste em fibras que inervam o músculo liso involuntário, o músculo cardíaco e as glândulas. Entretanto, as fibras eferentes viscerais da parte autônoma do sistema nervoso são acompanhadas pelas fibras aferentes viscerais. Assim, alguns autores consideram as fibras aferentes viscerais (sistema sensitivo visceral) como sendo um elemento da parte autônoma do sistema nervoso.
As fibras nervosas eferentes e os gânglios da parte autônoma do sistema nervoso são organizados em dois sistemas:
- divisão simpática (toracolombar);
- divisão parassimpática (craniossacral).
A distinção anatômica entre as duas divisões da parte autônoma do sistema nervoso é baseada principalmente na localização dos corpos das células pré-ganglionares. Os neurônios pós-ganglionares dos dois sistemas geralmente liberam substâncias neurotransmissoras diferentes: norepinefrina pela divisão simpática (exceto no caso das glândulas sudoríparas) e acetilcolina pela divisão parassimpática.

Os responsáveis pela ativação do sistema autônomo:
- Medula espinhal;
- Tronco cerebral;
- Hipotálamo;
- Córtex Límbico (córtex cerebral).

Sistema nervoso simpático
Fibras nervosas simpáticas originam-se na medula espinhal entre os segmentos medulares T1 e L2.
Os neurônios simpáticos se diferem dos neurônios motores esqueléticos da seguinte forma: enquanto no simpático há a presença de dois neurônios, um pré-ganglionar e outro pós-ganglionar o esquelético só apresenta um neurônio.

A transmissão ocorre da seguinte maneira:
- Corpo celular de cada neurônio pré-ganglionar localiza-se na ponta intermediolateral da medula espinhal, sendo que a sua raiz passa através da raiz anterior da medula.
- Depois disso o neurônio segue pelo ramo branco do nervo espinhal e chega no gânglio simpático onde pode ir por três caminhos: faz a sinapse no gânglio simpático: faz a sinapse com outro gânglio da cadeia simpática; ou faz sinapse com o gânglio periférico simpático. Assim tem origem o neurônio pós-ganglionar que irá a direção à víscera.

No caso das medulas adrenais elas são os neurônios pós-ganglionares (secretadores de epinefrina e norepinefrina).

Sistema nervoso parassimpático
As fibras parassimpáticas que deixam o sistema nervoso central pelos nervos cranianos (3°, 7°, 9°,10°) e fibras adicionais que deixam a parte inferior da medula espinhal (S2 e S3, eventualmente S1 e S4).
A maior parte das fibras parassimpáticas são formadas por nervos vagos (10° nervo craniano), passando por abdome e tórax, a região ocular é estimulada por nervos derivados do 3°, as gandulas lacrimal, submandibular e nasal sofrem inervação do 7° e a glândula parótida do 9°. Os nervos sacrais ficam encarregados da inervação da bexiga, do reto e porções inferiores dos ureteres, também fornecem estimulo para a ereção.
Na maioria dos casos as fibras pré-ganglionares passam por todo o organismo sem fazer sinapse até o órgão, onde fazem sinapse com os neurônios pós-ganglionares, que se encontram na parede das vísceras.

Características básicas da função simpática e parassimpática:

Neurotransmissores:
- Acetilcolina: estimula todas as fibras nervosas pré-ganglionares, tanto simpáticas como parassimpáticas; também estimula as fibras parassimpáticas pós-ganglionares. Estimulador parassimpático.
- Norepinefrina: estimula todas as fibras pós-ganglionares simpáticas. Estimulador simpático.

Síntese de norepinefrina: a síntese desse transmissor acontece no axoplasma, mas é completada na vesícula secretora. As etapas são as seguintes:
1) tirosina - dopa (hidroxilação).
2) dopa - dopamina (descarboxilação).
3) transporte de dopaminas para as vesículas.
4) dopamina - norepinefrina (hidroxilação).
5) norepinefrina - epinefrina (metilação; ocorre nas medulas adrenais e somente com 80% da norepinefrina).

Após ser mandada para o local da sinapse ela pode ser removida de três modos: reabsorção pelas terminações nervosas adrenérgicas; por difusão com os líquidos extracelulares e em seguida para o sangue; degradação por enzimas dos tecidos.

Os neurotransmissores agem de maneira parecida, excitando ou inibindo a célula, por meio de ligação a receptores de membrana que afetam a permeabilidade da membrana, ou mexem com processos enzimáticos (segundos mensageiros).
Receptores de Ach: muscarinicos (localizados em neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático) e nicotinicos (encontrados na região pré-ganglionar dos neurônios simpáticos e parassimpáticos).
Receptores adrenérgicos: adrenérgicos alfa e beta; a norepinefrina causa maior efeito no alfa do que no beta enquanto a epinefrina tem o mesmo efeito sobre ambos.

Efeito da estimulação parassimpática e simpática sobre órgãos específicos:
Olhos (abertura pupilar) – Simpático: Dilatação da pupila
Midríase – Parassimpático: Constrição da Pupila
Miose.
Foco do cristalino – Simpático: Não demonstra ação – Parassimpático: Deixa o cristalino mais convexo.
Glândulas gastrintestinal – Simpático: Concentra a secreção e vasoconstricção dos vasos das glândulas digestivas – Parassimpático: Deixa a secreção mais aquosa nas glândulas digestivas.
Sudoríparas apócrinas – Simpático: Promovem a sudorese e
secreção espessa e odorífera
nas axilas – Parassimpático: Não demonstra ação.
Sistema
Gastrintestinal – Simpático: Parada do peristaltismo e
Aumenta o tônus do esfíncter – Parassimpático: Aumento do peristaltismo e relaxa os esfíncteres.
Coração – Simpático: Aumenta a atividade do coração – Parassimpático: Diminui a atividade do coração.
Pressão arterial – Simpático: Eleva a pressão – Parassimpático: Abaixa a pressão.
Vasos sanguíneos – Simpático: Vasoconstricção – Parassimpático: Vasodilatação em determinadas áreas.

Função da medula adrenal: os hormônios por elas secretados apresentam funções parecidas, mas com intensidades diferentes (a epinefrina é um ótimo estimulador cardíaco e metabólico; a norepinefrina apresenta função de vasoconstricção). Outra função importante da medula adrenal é a de compensar os nervos simpáticos e a de suprir áreas do corpo que não são inervadas por nervos simpáticos (tendo em vista que a liberação desses hormônios ocorre via sanguínea).

Os estímulos nervosos para manter o sistema autônomo são bem menos freqüentes do que os do sistema esquelético.
- Tônus simpático e parassimpático: intensidade basal da atividade autônoma; permite que um só sistema nervoso possa realizar tanto um aumento quanto uma diminuição da atividade do órgão estimulado.
- Tônus intrínseco é a adaptação química do órgão envolvido, quando esse sofre desenervação, promovendo condições quase normais.
- Cardiovascular: reflexo barorreceptor (quando a pressão se eleva, sinais são transmitidos para o tronco cerebral, onde inibem os impulsos simpáticos, diminuindo a pressão).
- Gastrintestinais: os aromas captados pelo nariz e boca que levam o estímulo aos nervos vagais, glossofaríngeos salivatórios, que transmitem para o sistema parassimpático, que estimulam a produção de secreções. Ou quando o bolo fecal enche o reto, impulsos são mandados do reto para os segmentos sacrais, que como resposta manda estímulos para o aumento da contração peristáltica, ocorrendo a defecação.

O estimulo do sistema simpático é o que chamamos de estimulo de massa, pois os nervos simpáticos descarregam seus estímulos de maneira simultânea, causando a resposta de alarme ou ao estresse (pois essa condição estimula o sistema simpático, pois a sua função é adequar a pessoa a esse estado, assim como em situações de raiva, luta e fuga). Em outras ocasiões a ativação ocorre em porções isoladas do sistema simpático, principalmente a resposta a reflexos que envolvam a medula espinhal.

2 comentários:

Kamilla disse...

Muito bom.

mschyss disse...

Exelente post, me ajudou muito com alguns trabalhos de lesoes sobre sindromes.